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Não acreditava que aquilo estava acontecendo: eu estava acordando mais cedo, passando gel e me vestindo bem só pra ir pro colégio. Não era possível… Será que eu estava apaixonado?

Não tinha dúvida, eu estava. A dúvida era outra: será que ela - a Renatinha - gostava de mim? Renatinha… Renatinha… Eu repetia aquele nome lindo dentro da minha cabeça e pensava naquele rosto encantador o tempo todo.

Na escola eu estava decidido - era agora ou nunca. Era com a Renatinha que eu queria ficar o tempo todo. Poderia ficar o dia inteiro só por conta de admirar a sua beleza. Era ela quem eu amava.

Resolvi chamá-la para ir ao clube. Eu estava com medo. E se ela aceitasse?

- Claro, por que não?

Quando os lábios doces da minha amada disseram aquilo eu quase não agüentei de emoção. Só não saí pulando e comemorando ali, na frente dela, porque seria uma falta de respeito.

Depois não teve mais aula, exercício, não teve mais nada. Era só eu imaginando o que iria acontecer no clube. Faltava pouco tempo, muito pouco… Quando o sinal bateu eu vi que aquele dia seria um verdadeiro “teste pra cardíaco”. Não sabia como o meu coração agüentaria. Seria o dia mais feliz da minha vida.

No caminho para o clube, consegui ir conversando com ela - o que só serviu para aumentar o meu amor e a minha admiração. Ela gostava de tudo que eu gostava: Jota Quest, pegadinhas da Rede TV, Mamonas Assassinas… Não tive dúvida que era com aquela mulher que eu queria passar o resto da vida.

Ao chegarmos no clube, a minha expectativa aumentou. Eu só estava esperando a hora certa pra pedir pra ficar com ela. Estava nervoso. Não sabia o que e nem como eu iria falar, só sabia que eu tinha que fazer aquilo de qualquer jeito.

Quando ela estava tirando a roupa para entrar na piscina, eu comecei:

- Renatinha… - O que, Rogerinho? - Eu tenho uma coisa pra te falar… - Ah é? Então fala…

Eu olhava para o chão, envergonhado. Pensava comigo mesmo como seria a pergunta final. “Quer ficar comigo?”, “Eu posso te dar um beijo?”… Ah, quer saber? Vou beijá-la sem perguntar nada! É isso que eu vou fazer!

Quando levantei o rosto, vi do lado dela um cara de mais ou menos 25 anos. Ela:

- Rogerinho, esse é o Marcos, meu namorado. Marcos, esse é o Rogerinho.

Na mesma hora dei um sorrisinho - mais porque eu estava acostumado em fazer aquilo quando conhecia alguém. Porém, não consegui esconder a tristeza. Meu coração partiu quando apertei a mão daquele desgraçado-filha-da-puta-corno-do-cu-relaxado.

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