FANDOM


Este artigo é parte do Desnotícias, a sua fonte de ignorância 24 horas por dia.

SÃO PAULO, Brasil -

Ficheiro:ProtestoMcdonalds.jpg

Um protesto de pelo menos 10 mil pessoas contra o fim do McFish concidindo com a visita do presidente norte-americano, George W.Bush, ao país paralisou o trânsito no centro financeiro da capital paulista e causou confronto entre policias e manifestantes.

Na tentativa de impedir a ocupação das duas pistas da avenida Paulista por um grupo de manifestantes, a polícia fez uso de cacetetes, balas de borracha, spray de pimenta, de mostarda, e de catchup, molho especial e gás lacrimogêneo, segundo testemunho de repórteres da Desnotícias. Inicialmente, os manifestantes ocupavam todas as faixas de apenas uma das pistas da avenida, bloqueando a fachada do McDonalds da Avenida Paulista.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado, 18 pessoas ficaram feridas no confronto. Desse total, 16 seriam PMs e outros dois, manifestantes. Segundo a secretaria, seis pessoas acabaram presas após depredarem a fachada do McDonalds enquanto ameaçavam os funcionários de morte caso parassem de fazer o McFish.

Ficheiro:Mcfish.jpg

"Tinha mais de 50 pessoas atirando pedras em nós", disse o fritador de hamburgueres, Jõao Carlos Edcreusson.

Nas primeiras horas da marcha, que teve início por volta das 16h, a PM informou ter mobilizado 120 homens para a segurança na área.

A PM estimou em 10 mil o número de manifestantes. A UNE (União Nacional dos Estudantes), uma das organizadoras do protesto, afirma que a mobilização levou 20 mil pessoas à avenida Paulista em conjunto com a APCMC (Associação Paulista dos Clientes do McDonalds).

Ficheiro:Bigmac.jpg

"Isso (a repressão policial) não vai intimidar as manifestações, que vão continuar até o momento em que a corporação fascista e imperialista do McDonalds se render aos anseios da classe operária e cancelar a sua reacionária decisão de parar a produção do McFish no país", afirmou Gabriel Teppa, capanga da UNE, ferido na perna após tropeçar em na caixa vazia de um Big Mac .

A expectativa inicial do comando da PM era que a manifestação fosse pacífica, inclusive porque havia crianças acompanhando os pais. Os organizadores chegaram a informar pelo carro de som que havia 10 mil pessoas no protesto.

"Nós sempre protestamos contra o imperialismo... e contra o fim do McFish", disse a fazendeira Marina Plebeu, 47 anos, uma das coordenadoras do protesto.

Gláucia Raquetes, outra das organizadoras da manifestação, que também celebrava o Dia Internacional da Mulher e que faz parte da liderança das mulheres da APCMC, disse que 800 mulheres do movimento Viva McFish estavam presentes à passeata.

Na véspera, o grupo havia ocupado a entrada da sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no Rio de Janeiro e o estacionamento do McDonalds do Shopping Dom Pedro I, em Campinas, no interior de São Paulo.

Nesta tarde, os manifestantes levavam faixas contra o fim do McFish, com as inscrições "Viva o McFish!" e cartazes exigindo que o McDonalds também disponibilize Maionese em suas lojas da mesma forma que oferece Ketchup e Mostarda gratuitos em saches e copinhos.

O estudante profissional Arnaldo Barbudo Atroz, 30, estava entre os manifestantes, vestindo uma camiseta vermelha do PSTP (Partido dos Sustentados pelo Trabalho do Papai). "Estamos lutando contra o imperialismo e Bush, que está interessado no fim do McFish nos países desta região", disse.

Brasília

Em Brasília, membros da APCMC protestaram pela manhã em frente à embaixada dos Estados Unidos, segurando cartazes e gritando palavras de ordem contra o fim do McFish.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, cerca de 60 manifestantes fizeram um protesto na frente do McDonalds do Leblon, jogando maionese na fachada do prédio e atingindo os vidros com pedras, paus, vidros de maionese vazios.

"Eles deram um sufoco por aqui e depois seguiram em direção à Cinelândia", disse um segurança do Mcdonalds, que estava com a roupa, o rosto e o cabelo cobertos de maionese caseira.

Uma barreira com 12 seguranças foi montada na porta do McDonalds para impedir a entrada dos manifestantes no prédio. Um manifesto assinado pelo PSEL (Partido dos Sem Estudo nem Liberdade) dizia "Sem McFish não dá pra aguentar!", o mesmo bordão gritado pelos participantes.


Fontes Editar

-->

O conteúdo da comunidade está disponível sob CC-BY-SA salvo indicação em contrário.